Dicas

EDUCAÇÃO
PAIS PRECISAM ESTABELECER LIMITES


Um dos principais desafios da educação infantil, tanto no âmbito familiar quanto nas instituições, é a questão do limite. Muitas vezes angustiados ou inseguros, preocupados em agir da melhor forma possível, os pais vêem-se diante dos dilemas: como educar quanto ao certo e ao errado? Proibir? Castigar? Bater? Como colocar limites na criança? E Porquê?

Porque a criança vive em sociedade e não pode fazer tudo o que deseja. Além disso, ela precisa encontrar um porto seguro ou guia no adulto cuidador. Se na relação com os pais não houver uma hierarquia, ou seja, uma diferenciação de funções que consolida os pais numa posição de autoridade, o filho fica desorientado e inseguro. É fundamental que a criança veja o adulto como alguém que cuide dela.

Os limites são importantes para a formação da personalidade. São eles que vão ajudar a criança a desenvolver a capacidade de suportar frustrações. Sabe-se que bebês sem disciplina tendem a tornar-se adolescentes e adultos que não sabem adiar seus desejos, tendo dificuldades em lidar com seus próprios impulsos e, até mesmo, com a realidade.

As crianças não entendem o R20;de vez em quandoR21;, então, se o não vira sim de vez em quando o limite torna-se elástico. Por isso, sim deve ser sempre sim, e não sempre não. Outra coisa importante é que se possa estabelecer hora e local para brincar, dormir, comer, etc, organizando o dia a dia da criança.

Texto extraído do Guia Kids-
Anuário da Criança 2007


ESCOLA OU FAMILIA:
A RESPONSABILIDADE É DE QUEM?


Os primeiros espaços de convivência de uma criança são a família e a escola. Nesses ambientes que ela aprenderá como agir em diversas situações que a vida vai lhe oferecer. Mas, muitas vezes, uma instituição passa a responsabilidade para a outra e não agem em conjunto. R20;Tanto a escola quanto a família são responsáveis pela educação da criança, cada um com sua função. Porém o ideal é que trabalhem sempre juntas, dialogandoR21;, explica a psicóloga e terapeuta familiar, Silvia Fontes.

A participação dos pais na educação dos filhos deve ser constante e consciente. Vida familiar e vida escolar são simultâneas e complementares. É importante que pais e professores construam a socialização de seus filhos/alunos compartilhando experiências que ocorrem no dia a dia e que os erros e acertos não gerem simplesmente conceito de R20;Culpado x InocenteR21;, mas possibilite reconhecimento de limitações e potencialidades gerando aprendizado.

R20;Um exemplo é quando ocorrem alguma rivalidade entre os coleguinhas da escola. A família costuma achar que quem deve resolver a situação são os professores e pedagogos. E não é assim, pois os pais também devem se preocupar e entender o comportamento do filho, aproveitar a experiência para refletir sobre situações que ocorrem no ambiente familiarR21;, exemplifica a psicóloga. Ela lembra também da importância das escolas se adaptarem, principalmente em datas comemorativas, à nova formação das famílias. R20;Há muitas crianças com pais separados, que são criados só pelo pai ou só pela mãe. Uma data que era para ser festiva pode se tornar constrangedora. É necessário muito cuidado nessas ocasiõesR21;, ressalta.

Família e escola são pontos de apoio e sustentação ao ser humano. Quanto melhor for a parceria entre ambas, mais positivos e significativos serão os resultados na formação do individuo, diz Silvia. Assim, cabe aos pais e à escola a tarefa de transformar a criança imatura e inexperiente em cidadão maduro, participativo, atuante, consciente de seus deveres e direitos, possibilidades e atribuições.

Texto extraído do Guia Kids-
Anuário da Criança 2007


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